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Coimbra e petição contra despedimento de grávidas

Coimbra e petição contra despedimento de grávidas

Se nada for alterado, Coimbra sentirá cada vez com mais intensidade, no muito curto prazo, as severas consequências da redução da natalidade em Portugal.

As estatísticas de Coimbra ilustram bem a gravidade da situação, particularmente para uma cidade que vive em grande parte dos estudantes e serviços afins.

Segundo os dados que se podem consultar na PORDATA, em 2009 Coimbra (município) tinha 144 617 habitantes, número que se reduziu para 135 085, em 2015. Numa pequena meia dúzia de anos, Coimbra perdeu 6,6% da sua população, enquanto o país, nos mesmos anos, perdeu "somente" 2% da sua população total.

Ainda neste período de tempo, no município de Coimbra o número de pessoas com 65 e mais anos, por cada 100 jovens, passou de 150 para 187, sendo "apenas" de 144 no país.

É fácil verificar que Coimbra está a desertificar-se e a envelhecer celeremente, por culpas que também lhe são indiscutivelmente próprias. As inevitáveis consequências, se Coimbra não implementar imediatamente as necessárias e urgentes mudanças, serão tremendas, a todos os níveis. Basta pensar, entre outros problemas, no setor do ensino e do aluguer de quartos e no comércio e construção, por exemplo.

Escrito com preocupações humanistas e relacionado precisamente com a questão demográfica, o meu último artigo do JN, intitulado "Portugal maltrata as grávidas. Estou chocado" alcançou o impressionante número de 7855 partilhas, valor que me surpreendeu positivamente.

Perante este esperançoso sinal, entendi ser oportuno e fi-lo a partir da minha página do Facebook, lançar uma petição pública "Pela proibição total de despedimento de mulheres grávidas e até três anos depois do parto", que pode ser consultada e assinada em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT85260

Esta petição já tem 2114 assinaturas, mas acredito que o tema da petição merece que a mesma atinja as dezenas de milhares de assinaturas, para obrigar a Assembleia da República a debater esta grave problemática de forma séria e realmente consequente! Por isso a divulgo neste espaço, com a finalidade de apelar a uma adesão massiva à petição, para que rapidamente ultrapasse o limiar das 4000 assinaturas e a questão do despedimento das grávidas tenha a visibilidade nacional que se exige. Entretanto, já me relataram mais uma imensidão de casos.

Poderão alguns discordar de algum pormenor da petição, que pode ser melhorado na produção legislativa, mas o conteúdo da petição é demasiado importante para o país e uma questão de respeito pelas mulheres e pelas crianças.

Mesmo não sendo um assunto novo, caso os nossos pais tivessem vivido nos tempos de hoje, certamente muito(a)s de nós não teriam nascido por causa das nossas mães recearem ser despedidas.

Vamos mudar esta (má e triste) realidade? Desafio toda(o)s a assinar esta petição.

MÉDICO

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