Aselecção portuguesa conseguiu, pela primeira vez na sua história, o apuramento para a final de uma grande competição. Uma exibição madura, diante de uma Holanda matreira, colocou a equipa das quinas no jogo de todas as decisões. O sonho está cada vez mais perto de ser realidade.
O jogo não teve a intensidade de outros embates, como com a Espanha ou com a Inglaterra. Começou, até, de forma bastante moderada. A equipa das quinas mostrou ser superior desde o primeiro minuto. Muito à custa do futebol de Figo, pegou na partida e dominou o adversário. Só que havia alguma dificuldade em penetrar na área holandesa. Ronaldo teve o golo nos pés, mas não conseguiu acertar no tempo de remate.
A Holanda não se assustou e também criou perigo: Cocu rematou de fora da área, embora ligeiramente ao lado. Alguns passes errados faziam com que o jogo não fosse bonito. No entanto, Portugal continuava a dominar. Num contra-ataque protagonizado por Figo, Ronaldo rematou fraco e à figura do guardião contrário. O futebolista do Real Madrid empurrou os colegas para o ataque e quase oferecia o golo a Pauleta, só que o açoriano, longe da sua melhor forma, não conseguiu rematar.
Apesar de o futebol da selecção portuguesa não ser sufocante, era suficientemente maduro e bem jogado para se perceber que, mais cedo ou mais tarde, o golo iria aparecer. E assim aconteceu. Aos 26 minutos, canto, na esquerda, apontado por Deco e Ronaldo, solto na área, cabeceou com êxito. Na resposta, Overmars quase conseguia a igualdade, só que o remate saiu por cima da barra.
Mesmo em vantagem no marcador, Portugal continuou com o mesmo ritmo e, dessa forma, assegurava o domínio da partida. Pauleta, a passe de Maniche, perdeu o segundo go-lo. Antes do intervalo, Van Nistelrooy marcou, mas estava em posição irregular, e Figo, após excelente jogada, atirou ao poste.