Avenda do quarteirão onde se localiza a Casa Forte, entre as ruas Sá da Bandeira e Formosa, no Porto, "está presa por pequenos pormenores". Quem o diz é Nuno Braga, da Invesprédio (do grupo Bragaparques), a empresa imobiliária que é quase dona dos imóveis.
Manuel Forte, um dos sócios da Casa Forte, confirma que as negociações estão avançadas e diz que a venda "será inevitável". Até porque, à volta da loja, já há quem tenha chegado a acordo com os imobiliários. É o caso do estabelecimento "Lã Maria" e do prédio pertencente à família Carvalho da Silva.
A ideia é transformar o quarteirão num "espaço de luxo". Por lei, manter-se-ão as fachadas, mas no lugar dos velhos imóveis pretende-se construir habitações, lojas-âncora e um parque de estacionamento com dois pisos: um destinado ao público em geral, outro para quem vier a trabalhar ou a morar no local.
O aparcamento, subterrâneo, terá a entrada na Rua Formosa e a saída na Sá da Bandeira, pretendendo ser alternativa ao parque da Praça de D. João I, muito procurado por quem precisa de ir à Baixa.
"Em termos de negócios, está tudo praticamente concluído. Depois, teremos de fazer um estudo da volumetria e tratar do projecto para apresentar à Câmara do Porto", informou Nuno Braga, não descartando a hipótese de aproveitar os benefícios de candidatar a obra na Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) do Porto.