APraça da Liberdade ficará sem viaturas e a calçada portuguesa regressará ao jardim da Avenida dos Aliados, à boleia da Metro. A empresa vai suportar a recuperação da avenida portuense, obedecendo ao desenho municipal. O projecto do arquitecto Álvaro Siza, encomendado pela Sociedade Porto 2001, não será realizado pela Câmara do Porto. A intervenção ainda não tem data marcada, no entanto a expectativa de conclusão cumpre-se em 2006.
"Havia um projecto de Álvaro Siza que previa a mudança da estátua de D. Pedro IV. Esse projecto foi abandonado e não foi só por causa da escultura, embora seja um erro virar qualquer imagem pública a Norte, por questões de luz. Foi, sobretudo, pelo facto de Álvaro Siza defender o princípio de não demarcar a Praça da Liberdade, em relação à Avenida dos Aliados", esclarece Ricardo Figueiredo, vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto.
A proposta actual "reforça a existência da Praça da Liberdade" e confia-a aos peões. O basalto e o calcário estendem-se até aos passeios, anulando as actuais faixas de rodagem. A praça terá ligação pedonal com as ruas de Sampaio Bruno e de Artur Magalhães Basto. Os transportes públicos serão autorizados a contornar a estátua da Menina Nua na Avenida dos Aliados. De facto, na elipse da avenida entre as ruas de Magalhães Lemos e de Elísio de Melo, circularão os táxis e os autocarros com a redução das vias.
Com a entrada em funcionamento da linha do metro entre o Hospital de S. João (Porto) e Santo Ovídio (Gaia) até ao final do próximo ano, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) deverá extinguir algumas carreiras e ajustar outros percursos coincidentes. O estudo de reformulação das linhas da STCP está a ser ultimado. Certo é que, feita a reabilitação da Avenida dos Aliados, apenas naquele troço serão instaladas paragens de autocarros.
"Também estamos a estudar uma nova articulação do trânsito para fechar a Praça da Liberdade (e reservar uma parte da avenida a transportes públicos), pois temos de pensar na acessibilidade às pontes do Infante e de Luís I", salienta o vereador. A alternativa pode ser a Rua de Sá da Bandeira. No jardim da Avenida dos Aliados - hoje esventrado para construir a estação do metro -, a calçada portuguesa está de volta.