É uma batalha que a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) quer vencer: conseguir que, em Portugal, não sejam "só algumas as crianças que são acompanhadas por um pediatra". "Somos um forte aliado na prevenção e na resolução de conflitos criados no seio das famílias. Somos os médicos das famílias", declara Libério Ribeiro, presidente da SPP, organismo que, de hoje a sábado, é responsável pelo VII Congresso de Pediatria, a realizar em Lisboa.
"Não tenho nada contra os médicos de família, mas, um pediatra que acompanhe uma criança até à adolescência torna-se num aliado na prevenção e na resolução de conflitos familiares e consequentemente sociais", acrescenta Libério Ribeiro, reconhecendo, no entanto, que a falta de especialistas nos centros de saúde impõe, a muitos pais, o recurso aos médicos de família.
Por outro lado, o orçamento familiar é hoje cada vez mais curto, levando muitos pais a cortar as consultas periódicas nas clínicas privadas de Pediatria, única hipótese para um acompanhamento regular.
"Isso é preocupante. Um pediatra deve acompanhar a criança desde que nasce, tornando-se num zelador, num curador, num advogado. E prevenindo problemas que podem surgir na adolescência, altura em que entre médico e paciente há lugar para privacidade", diz o líder da SPP.
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