Oex-ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente é a escolha de Rui Rio para a liderança da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana. Arlindo Cunha será nomeado para a presidência do Conselho de Administração (CA) com funções não executivas. Entre os cinco elementos do futuro CA, também o novo vereador do Urbanismo da Câmara portuense, Paulo Morais, será um gestor não executivo. Em declarações ao JN, o social-democrata Arlindo Cunha confirmou o convite, mas recusa a partidarização da nova função, que entende como "missão cívica" (ler Entrevista).
Apesar de responsável pela política urbanística do Porto, os dois accionistas da sociedade - Câmara e Instituto Nacional de Habitação - determinaram que o vereador do Urbanismo seria um administrador não executivo. O poder executivo residirá nas mãos de uma comissão com três membros, à semelhança do que acontece na Empresa do Metro. No entanto, só dois nomes são já conhecidos: Joaquim Branco, actual presidente da comissão instaladora da Porto Vivo, assumirá a presidência da comissão executiva e Rui Quelhas manter-se-á como gestor executivo da sociedade.
Falta encontrar o terceiro elemento para a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU). A decisão será tomada em breve, até porque os estatutos da sociedade vão ser discutidos e votados, na próxima segunda-feira à noite, pelos deputados da Assembleia Municipal do Porto. Logo que a minuta seja aprovada, não tardará a constituição formal da Porto Vivo. Já com líder escolhido por Rui Rio com a anuência do Instituto Nacional da Habitação.
A nomeação do antigo eurodeputado, ex-ministro (foi titular das pastas da Agricultura na década de 90 e do Ambiente) e ex-director da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Arlindo Cunha - avançada pela revista municipal "Porto Sempre" -, não reúne consenso. Para Rui Rio, o social-democrata é uma figura de prestígio com competência técnica e perfil adequados para a liderança da sociedade. Diferente entendimento tem o socialista Manuel Diogo.
"Nada tenho contra Arlindo Cunha, mas não percebo como as pessoas estão preparadas para o desempenho de todos os cargos. Não me parece que esteja vocacionado para esta função. No plano político, a maneiro como Rui Rio está a gerir a SRU dá a entender que pretende criar organismos para resolver problemas políticos de pessoas e não para resolver os problemas da cidade", questiona o autarca, condenando o"esbanjamento de recursos" com a constituição do cargo de líder não executivo na sociedade Porto Vivo, quando já existe um presidente executivo.