Os estatutos da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) voltarão à Assembleia Municipal do Porto na próxima segunda-feira. O agendamento de uma reunião extraordinária foi solicitado, ontem, por Rui Rio ao presidente do órgão, Álvaro Castelo Branco.
Segundo o JN apurou, será apresentada a mesma proposta de estatutos (chumbada por PS, CDU e Bloco de Esquerda), mas com um complemento: o acordo parassocial, obtido junto do Instituto Nacional da Habitação, que assegurará, num espaço de três anos, a participação maioritária da autarquia na futura entidade. Uma adenda que, de acordo com a autarquia, vai de encontro a uma "exigência verbal" dos deputados do PS.
Não obstante, no final da reunião de ontem do Executivo, o PS reiterou que não viabilizará os estatutos, se Rio Rio não dialogar com vereadores e deputados do partido, para conhecer "com profundidade" as suas propostas. "Meteu-se no carro e foi a Lisboa falar com o Instituto Nacional da Habitação, sem perguntar ao PS se aquela era a proposta ideal. Não temos que dar votos brancos ao senhor presidente", referiu a vereadora Isabel Oneto, defendendo que as alterações aos estatutos da SRU sejam submetidas ao Executivo, antes de irem a votos na Assembleia Municipal. Entendimento que não é partilhado pela Câmara. Confrontada com acusação de falta de diálogo, fonte da autarquia respondeu que "mais diálogo é impossível, porque esta é a proposta do PS".
Contudo, os vereadores socialistas exigem ainda a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da SRU, bem como várias alterações aos estatutos, reforçando o papel da Assembleia Municipal no controlo e acompanhamento da entidade e estipulando, entre outros pontos, as regras de selecção de investidores e de criação de novas sociedades. Fazer coincidir os mandatos dos seus dirigentes com os autárquicos é outra das reivindicações. N.S.