O ministro das Obras Públicas, António Mexia, está a ponderar a utilização da ponte 25 de Abril para o comboio de alta velocidade, revelou, ontem, o governante, em entrevista à "Visão". O ministro já pediu à "Equipa de missão da terceira travessia do Tejo", liderada pelo ex-presidente da CP, Martins de Brito, que estude essa possibilidade.
António Mexia deixou claro que só desistirá dessa hipótese se for demonstrado "que não é possível utilizar o caminho-de-ferro que já lá está (na ponte); se for tecnicamente possível, tal permitiria poupar milhões". O governante destacou que, se foram investidos naquele carril 250 milhões de euros, então "é preciso saber se ele é ou não é utilizado".
A passagem pela 25 de Abril é já a quarta alternativa em aberto. Recorde-se que a Rave abriu um concurso que previa o estudo de três alternativas, defendendo na altura os responsáveis pelo estudo a ligação ferroviária Barreiro/Chelas. Ainda em matéria de TGV, Mexia afirmou que o projecto "tem de ser estruturado de uma forma que seja sustentado", não espeficando que alterações podiam estar em causa.
Relativamente ao abatimento do valor do passe no IRS, António Mexia afirmou que "essa medida acabaria por não beneficiar quem mais precisa", explicando que "a maior parte das pessoas que utiliza o passe social nem sequer paga IRS".
Na entrevista à "Visão", o ministro adiantou que serão investidos 300 a 400 milhões de euros na expansão do aeroporto da Lisboa. Em matéria aeroportuária, e em linha com o anterior Executivo, fez saber que, enquanto o aeroporto da Portela tiver capacidade, o da Ota não será construído, apesar dos estudos prosseguirem.