Oseminário subordinado ao tema "O efeito da Casa da Música" decorreu, ontem, no auditório da Casa das Artes, no Porto, sem grandes novidades em relação às polémicas que desde o início vêm ensombrando o projecto de Rem Koolhas.
Agostinho Branquinho, do conselho de administração da Casa da Música/Porto 2001, foi peremptório ao afirmar, no início da sua intervenção, que "a Casa da Música tem discussão a mais". O administrador desvalorizou, assim, as polémicas em torno do projecto e adiantou que o próximo desafio é "atrair outros parceiros para a Casa da Música".
Na intervenção no debate após as comunicações, Manuela de Melo, que integrou a sociedade Porto 2001, deixou transparecer alguma preocupação quanto ao apoio do poder local e questionou se "esta administração tem sabido resolver os problemas com os poderes próximos".
"Não escondo que existem problemas, quer com o poder central, quer com o poder local, nomeadamente, a nível financeiro", respondeu Agostinho Branquinho. Os custos da obra deverão rondar os 100 milhões de euros: "Estamos muito próximos do fim (prevê-se que o espaço abra em Abril de 2005) e temos a noção de que o valor da Casa da Música não vai andar muito longe disso".
O administrador ressalvou, no entanto, que o projecto ainda não está acabado e que há "questões" que podem surgir no tocante a custos de manutenção. Tudo "depende da ambição e da disponibilidade financeira do Estado". Por definir, está também a entidade jurídica que irá gerir a Casa da Música, mas Agostinho Branquinho adiantou que a administração da Casa da Música é a favor de um modelo de gestão assente numa fundação. "É o que traz mais vantagens a nível de gestão, fiscalidade e mecenato", disse.