Hoje é o "dia D" para a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) do Porto. Depois do primeiro chumbo, o documento volta à Assembleia Municipal, sob ameaça de novo veto, por parte dos socialistas. Rui Rio insiste na mesma proposta de estatutos, mas anexando o acordo parassocial que permitirá à autarquia, em três anos, a participação maioritária na futura entidade. A bancada do PSD na Assembleia Municipal está, no entanto, convicta de que a SRU será viabilizada. "Estivemos a analisar o documento fornecido pelo PS aos jornalistas e chegámos à conclusão de que todas as suas exigências ou estão já previstas na proposta da Câmara ou decorrem da própria lei, como por exemplo a obrigatoriedade da selecção de investidores passar por um concurso público", assinalou, ao JN, o líder da bancada social-democrata, Gonçalo Gonçalves.
De acordo com o deputado, "sobram" apenas duas questões, que não são vistas pelo PSD como impeditivas da aprovação: o número de administradores da SRU - os socialistas exigem que seja um máximo de cinco - e a coincidência dos mandatos autárquicos com os dos órgãos da Porto Vivo. Relativamente à primeira questão, Gonçalo Gonçalves sublinha que, apesar de estarem previstos um máximo de sete administradores, Rui Rio "sempre assumiu" que não passaria dos cinco membros.
Quanto aos mandatos, sublinha que está apenas em causa uma "partidarização do Conselho de Administração", pretendida pelos socialistas.
"Estamos tranquilos e convictos de que o documento vai passar hoje", reiterou. Não obstante, o PS já deu conta de que votará contra a SRU, caso Rui Rio insista na mesma proposta. Lamentando a "falta de diálogo" do presidente da Câmara, os socialistas insistem, por outro lado, que a proposta seja submetida novamente à reunião do Executivo antes de passar pela Assembleia Municipal.