Nuno Cardoso ou Francisco Assis? O PS assume, independentemente das dificuldades, que já são francamente visíveis, a escolha de um candidato à Câmara do Porto. Existem outros nomes que revelam intenções e vontades que possam proporcionar uma alteração qualitativa dos socialistas: há nomes respeitáveis mas que, atravessando os diferentes desejos e capacidades, irão reflectir a vontade de mudança destes tempos geridos por Rui Rio. Ninguém imaginaria mesmo que o PS tivesse como solução, que acabou por sucumbir, a tentação de mudança. O PS perdeu três/quatro anos sem constituir uma alternativa consistente. E, agora, o PS tem um tempo para se reencontrar consigo mesmo e com a vontade dos portuenses que, ninguém duvida, está à procura de uma nova grande ideia que possa, de novo, transformar as ideias perdidas.
Quem deve ser o candidato?
Quem está em condições de ser o candidato? O PS tem um conjunto de personalidades que merecem atenção: o engº Nuno Cardoso, ele próprio manifesta-se com vontade em ser o protagonista e para isso dispõe de vários apoios locais; existe, por outro lado, pelo dr. Francisco Assis o desejo, não discreto, para assumir a tentação de vir a ser o presidente da Câmara do Porto.
Esta é a grande questão que atravessa os problemas da maior autarquia política do país, visto que Lisboa tem uma dimensão de outro tipo. O Porto, nos últimos dois a três anos, tem vivido enredado em incapacidades, em discursos pouco consistentes, que não conseguem ultrapassar a mediania política.
Este complexo acabou por tornar-se endémico e qualquer um hoje percebe que o PSD/CDS não tem dimensão política para o futuro. Há portanto que encontrar uma resposta.