AFundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto (FDZHP) vai ser absorvida pela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) e pela Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto. A ideia foi, anteontem, avançada por Rui Rio, na Assembleia Municipal, depois de ter sido questionado pelos deputados da Oposição sobre o futuro da instituição que está sem rumo há mais de um ano.
O autarca adiantou ainda que já foi feito um levantamento do que a fundação "tem feito de interesse". O trabalho que respeita à requalificação urbana vai passar para as mãos da Porto Vivo/SRU e o da acção social para a Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto. "O que faz de útil vai continuar a ser feito, mas temos de racionalizar os meios", referiu o presidente da Câmara, alegando que por sua vontade o processo já estaria concluído há mais de um ano.
O projecto está, no entanto, dependente de resposta do Ministério da Segurança Social, que reparte com a autarquia e a Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade o capital social da fundação.
Embora tenha sido questionado pela CDU sobre a matéria, foi o PS que manifestou claras reservas à proposta. O deputado socialista Barreto Ramos, também presidente da Junta de Freguesia da Sé, alegou que a FDZHP "tem estatutos próprios e que não pode ser extinta sem ser ouvido o Conselho Geral". Recorde-se que a fundação não tem presidente do Conselho de Administração há mais de um ano, os relatórios de contas não são aprovados desde 2002 e, em 2003, viu os subsídios camarários serem reduzidos em 95%.
Numa sessão marcada pela apreciação do presidente da Câmara sobre a actividade do município nos últimos meses, Rui Rio destacou a aprovação dos estatutos da SRU como o passo mais relevante, assim como a assinatura do Prohabita, que vai permitir reabilitar cerca de cinco mil casas degradadas e dar um empurrão na primeira prioridade do Executivo: a habitação.