O Centro Histórico do Porto será servido por uma nova linha da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP). A carreira, que será lançada, este mês, em parceria com a Câmara portuense, cruzará as ruas das freguesias da Sé, da Vitória e de S. Nicolau com término na Cordoaria.
Como as artérias são estreitas, o serviço vai ser assegurado por um autocarro de reduzidas dimensões com capacidade para 20 utentes. A futura ligação é uma experiência-piloto de seis meses e a manutenção dependerá da adesão dos moradores. A proposta de protocolo, a celebrar entre a STCP e a autarquia, será votada na próxima reunião do Executivo, mas já mereceu chamadas de atenção da Oposição.
Os vereadores do PS e da CDU não discordam da criação da linha, mas lembram que há zonas da cidade em que a falta de transporte público obriga a população a percorrer vários quilómetros a pé. É o caso das das zonas das Areias e de Azevedo de Campanhã.
"A linha 80 da STCP só serve parte de Azevedo de Campanhã. Da zona de Azevedo às Areias, não existem autocarros. Há crianças que andam diariamente quase dois quilómetros a pé para ir para a escola. Essa área é servida pelas camionetas da Valpi, que vêm de Valongo e entram no Porto. Não discordo de que haja uma linha no Centro Histórico, mas considero que seria mais necessária em Campanhã", assinala o socialista Rodrigo Oliveira, recordando que, durante anos, a Junta de Freguesia de Campanhã lutou pela criação de uma linha naquelas zonas sem êxito. Então, o argumento da STCP era a falta de autocarros pequenos para cruzar as ruas exíguas.
Também Rui Sá (CDU) alerta para a necessidade de servir a população das Areias e de Azevedo, que têm de pagar bilhete nas camionetas da Valpi e o passe mensal da STCP para ir até ao centro do Porto. Uma factura pesada para quem vive numa área carenciada do concelho. Carla Sofia Luz