O presidente da Sonae SGPS, Belmiro de Azevedo, manifestou-se disponível para apoiar o projecto cultural da Casa da Música, caso adopte um modelo de governação semelhante ao da Fundação de Serralves, no Porto.
"Depois de estar feita, a Casa da Música deveria encontrar um modelo de governação que se aproximasse do da Fundação de Serralves", afirmou o empresário, na Maia, onde, por iniciativa da fundação portuense, foi exposto, ontem, na sede do grupo Sonae, um quadro da pintora Paula Rego, no âmbito do projecto "Arte e Empresa". Ao abrigo do programa, cinco obras da pintora vão estar expostas nos próximos 20 dias em cinco empresas do distrito do Porto Cabelte, Portgás, Sociedade de Advogados Castro, Pinho, Peres e Xavier, Sonae e RAR.
Revelando ter já sido "solicitado a participar" no projecto da Casa da Música, Belmiro de Azevedo disse ter respondido afirmativamente, "desde que num modelo que o torne mais disponível e não dependente apenas de directivas centrais ou regionais".
Para o empresário, o futuro da Casa da Música passa por "fazer quase tudo diferente daquilo que foi feito até hoje", desde a construção ao modelo de gestão.
"A Casa da Música foi durante muito tempo um sumidouro de dinheiro", sustentou, considerando que, "embora a peça seja bonita, custou muito dinheiro e levou tempo demais a construir".