Amaioria dos consumidores domésticos do Porto vai pagar mais 52 cêntimos, bimensalmente, pela água. O tarifário para 2005 prevê aumentos diferenciados, consoante o volume o tipo de consumo, mas, segundo Rui Sá, serão sempre inferiores aos 4,9% de aumento que a empresa Águas do Douro e Paiva impôs aos municípios. A modernização das condutas de água é a grande prioridade dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) e visa principalmente combater as perdas que representam metade do total de água comprada pelo município.
O impacto na factura dos SMAS vai variar, no caso dos clientes domésticos, entre 1,79% (para quem gastar apenas cinco metros cúbicos em dois meses) e os 2,65% (para consumos acima de 20 metros cúbicos). De acordo com o presidente da empresa e vereador responsável pelo Ambiente, Rui Sá, cerca de 70% dos clientes apresenta um gasto médio de oito metros cúbicos, o que se traduzirá, no próximo ano, em mais 2,28% no total da factura.
Para o comércio e indústria, as actualizações oscilam entre os 3,03 e os 3,11%. Além dos preços a que serão pagos a água e o serviço de saneamento, Rui Sá anunciou, também, ajustamentos no tarifário, designadamente, a equiparação dos hospitais aos outros serviços públicos e estatais e a penalização "deliberada e pedagógica" dos contadores totalizadores dos edifícios (condomínios).
No plano de actividades para o próximo ano, o SMAS privilegiará a rede de abastecimento de água em detrimento da de saneamento básico. Esta opção decorre da antiguidade e degradação de algumas das principais condutas, nomeadamente, a de Nova Sintra-Pasteleira. As obras estender-se-ão a alguns bairros sociais e a várias zonas da cidade, onde a população sofre regularmente com as roturas do sistema e as perdas de água são mais significativas.
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