Os operários e as máquinas regressarão ao Edifício Transparente no primeiro semestre do próximo ano. A necessidade de concluir o espaço - que continua em tosco - na frente marítima do Parque da Cidade do Porto e dar-lhe uma vocação obriga a uma intervenção definitiva. Os trabalhos só começarão mediante a autorização da Câmara.
A autarquia já deu o primeiro passo. O vereador do Urbanismo, Paulo Morais, encontrou o projecto da concessionária Hottrade ainda à espera de uma deliberação quando chegou ao pelouro, mas, em Novembro passado, aprovou-o. Um aval dado em articulação com a administração da Casa da Música. A sociedade mantém-se atenta ao processo, mesmo após a renegociação do contrato de concessão da exploração do edifício à Hottrade (ler Cronologia).
Com o desenho aprovado, o tempo corre, agora, por conta dos promotores. O autor do projecto para o centro de lazer, Carlos Prata, terá de elaborar os projectos das especialidades para submeter à avaliação da Câmara do Porto, que terá a palavra final no licenciamento das obras de adaptação.
"Estamos a começar a desenvolver os projectos das especialidades. É um trabalho muito complexo, porque tem que se respeitar o conceito do Edifício Transparente. Há algumas infra-estruturas que já estão contempladas no piso inferior, mas outras terão de ser introduzidas. O que terá mais impacto visual será a ventilação e o ar condicionado", explica, ao JN, o arquitecto Carlos Prata, assinalando que a legislação dá 180 dias aos promotores para entregarem os projectos das especialidades.
"Há a intenção de entregar os projectos antes do prazo legal expirar", adianta. De facto, a Hottrade tem todo o interesse de abrir o Edifício Transparente em Abril, pois é nessa data que começa a pagar uma renda mensal de 7,5 mil euros à sociedade pela concessão. Contactada pelo JN, o director da empresa, Marco Godinho de Almeida, recusou fazer comentários.