Nuno Silva
Finalmente, uma solução para o túnel de Ceuta. O IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) manifestou, ontem, à Câmara do Porto, "concordância" com a saída da infra-estrutura rodoviária junto ao cruzamento da Rua de Adolfo Casais Monteiro. Na resposta enviada à autarquia, a que o JN teve acesso, a vice-presidente do IPPAR, Rosa Amora, sublinha que aquele organismo "continua disponível para o acompanhamento e análise do processo de estudo desta hipótese, mesmo antes da apresentação do novo projecto de execução".
Na sequência da resposta, a empresa municipal Gestão de Obras Públicas (GOP) da Câmara deu início aos estudos técnicos, que terão em conta questões como a inclinação necessária da rampa para que a saída do túnel seja depois do Museu Soares dos Reis, bem como os custos e prazos que a nova solução implicará.
Contactada pelo JN, fonte oficial do gabinete da ministra da Cultura ressalvou, contudo, que "há várias soluções técnicas para o túnel que permitem a preservação do património cultural". "Houve agora uma troca de correspondência entre o IPPAR e a GOP relativamente a uma hipótese", continuou a mesma fonte, esclarecendo, por outro lado, que ainda não houve qualquer parecer técnico.
"Só haverá um parecer técnico do IPPAR quando houver um projecto de execução", referiu, dando conta de que "para já há apenas intenções" e que não está definido qualquer prazo para a resposta final. O certo é que a "resposta urgente" pedida, anteontem, pelo presidente da Administração da GOP, chegou à autarquia ao final da tarde de ontem.