Eos passeios eram bazares onde tudo se podia comprar, desde "esticadores p'rós colarinhos, meia dúzia, dez tostões" até "gravatas de seda a cinco paus". Havia, também, o "sempre em pé", boneco que descia qualquer declive, dando voltas e trambolhões e, quando parava, ficava invariavelmente direito.
Vendiam-no à ganapada, por dez tostões, nos passeios da Rua de Santo António, que os vendedores percorriam, vezes sem conta, acompanhando os bonecos, de trambolhão em trambolhão, da Batalha a S. Bento, com os catraios à i-lharga.
E que mais recordar? Os momentos de prazer dos cafés tomados no Astória, apreciando o movimento em Almeida Garrett, ou as tacadas com mais ou menos jeito, nos bilhares do Sport ou do Guarani?
Os mazagrans fresquinhos, no Verão, no Excelsior, ou as tertúlias da Brasileira? Ou as do Rivoli? Os ajuntamentos no Flórida - café dos portistas, que os antiportistas chamavam "Fosso das Víboras"?
Os comícios do 31 de Janeiro, na Praça, com fugas à Polícia, e o gozo que davam as correrias Clérigos e Avenida acima?