Os mapas incluídos no PDM (Plano Director Municipal) que irá em breve à Assembleia Municipal do Porto para discussão e aprovação prevêem a saída do túnel de Ceuta junto ao Hospital de Santo António. As plantas foram mostradas, ontem, pelo BE, que dessa forma pretendeu demonstrar que os próprios técnicos da autarquia assumiram aquela solução, entretanto rejeitada pelo Executivo liderado por Rui Rio.
"O projecto enferma de gravíssimas incorrecções e, do ponto de vista político, de verdadeira incompetência", sustentou José Castro, deputado do BE na Assembleia Municipal. O partido considera, portanto, que o presidente da Câmara do Porto não tem razão quando exige que o IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) aceite o prologamento até à Rua de D. Manuel II e critica os ataques de Rio àquele organismo.
Em conferência de Imprensa, o deputado do BE considerou que o processo "foi claramente politizado" e apelidou de "grosseiras" as críticas de Rui Rio à ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima e ao IPPAR.
Os responsáveis daquele organismo vão reunir-se, na próxima terça-feira de manhã, com o reitor da Universidade do Porto. Segundo apurou o o JN, o IPPAR irá procurar demonstrar as vantagens do prologamento do túnel até à Rua de Adolfo Casais Monteiro. O organismo público, tutelado pelo Ministério da Cultura, tenta obter, dessa forma, o apoio da Universidade do Porto para a solução que aponta como a mais correcta, para preservar o Museu de Soares dos Reis.
Entretanto, continua sem resposta oficial a mais recente proposta da Câmara saída no ínicio de D. Manuel II com o compromisso de efectuar o arranjo da envolvente do Museu a determinar pelo Ministério da Cultura e IPPAR. O mais certo é ser chumbada.