Oministro das Obras Públicas, Mário Lino, vai ter mesmo de tomar uma posição sobre a polémica do traçado do metro junto ao Hospital de S. João, no Porto. O requerimento do PCP, que solicitava a audição do governante na Assembleia da República, com carácter de urgência, foi aprovado. Por sugestão do PS, a intervenção de Mário Lino vai ser mais abrangente - abordará as políticas de obras públicas -, mas Honório Novo, do PCP, garante que isso não poderá prejudicar a abordagem das questões relativas às orientações para a obra da Linha Amarela do metro do Porto. O deputado acredita que a audição possa acontecer na próxima semana.
O ministro não será, contudo, o único a deslocar-se à Assembleia da República. Depois de Mário Lino, também os presidentes da Empresa do Metro e da Junta Metropolitana do Porto serão ouvidos pela Comissão de Obras Públicas. Uma audição que, afinal, deverá ser da mesma pessoa Valentim Loureiro. O autarca de Gondomar é o presidente da Junta Metropolitana e, na segunda-feira, deverá reassumir as funções de presidente do Conselho de Administração da Empresa do Metro. O major está suspenso da Metro do Porto desde Abril do ano passado, no âmbito do processo "Apito Dourado". Mas amanhã termina o prazo para dedução de acusação e caducam as medidas de coacção impostas a Valentim Loureiro.
Se a acusação não sair mesmo, o autarca deverá reassumir o cargo, que, desde que foi suspenso, tem sido ocupado interinamente pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.
O PCP entende que as audições parlamentares serão "um passo importante" para que se encontrem "soluções políticas" para a polémica da Linha Amarela. Honório Novo revelou, ainda, que a Comissão de Obras Públicas deverá visitar a empreitada, após as três audições aprovadas.
O deputado comunista observou, ainda, que seria "aconselhável" que a Empresa do Metro interrompesse os trabalhos enquanto não se consensualiza uma solução.