A Imprensa mundial teve várias reacções à eleição de Bento XVI, mas um tema esteve presente na maioria as alcunhas e a ortodoxia de Joseph Ratzinger.
Os tablóides ingleses, com fama de títulos directos e quase insultuosos, não desiludiram. Conhecidas as antigas desavenças dos ingleses com a Igreja Católica e com a Alemanha, o novo Papa foi um alvo fácil para crítica e para o humor.
O "The Sun" traçou o percurso de Bento XVI como "De jovem hitleriano a Papa Ratzi". Tanto o "Daily Mirror" como o "Daily Telegraph" usaram uma das alcunhas de Ratzinger para título "O Rotweiller de Deus". O "Daily Star", apesar de dar o destaque da sua primeira página a uma jovem lutadora de boxe com poucas roupas, ainda arranjou espaço para fazer uma montagem com o logótipo "Ídolo Papa" e a frase "O vencedor é... Bento XVI". O "The Star" considerou o novo Papa "um duplo sorridente do muito amado João Paulo II". Realçando o facto de, para além de agora terem um Papa, os alemães também serem os organizadores do próximo Campeonato do Mundo de Futebol, o jornal exclamou: "Blimey!" (WOW!).
Nos jornais mais "sérios", realçou-se o dogmatismo e a ortodoxia de Joseph Ratzinger. O "Finantial Times" afirmou, laconicamente "Conservador alemão é Papa", enquanto que o "The Guardian" classificou Ratzinger como "O ortodoxo do Vaticano".
Os jornais alemães, como seria de esperar, na sua maioria ficaram contentes com a decisão. O "Bild" afirmou, na capa, "Nós somos o Papa", declamando nas páginas interiores "Ó, alegria! O mundo católico tem um novo líder! Ó, orgulho! É um alemão!". Mas, destoando da alegria e do orgulho, sem dúvida, o prémio de originalidade vai para o "Die Tageszeitung" onde, com a primeira página a negro, apenas se lia, no canto superior direito, "Joseph Ratzinger novo Papa" e ao centro, em letras de destaque, "Ó, meu Deus!".