Hugo Silva
ACâmara de Matosinhos chegou a acordo com a Ikea, para a instalação no concelho de uma grande superfície daquela multinacional sueca, ligada ao mobiliário e a artigos de decoração. O espaço vai ficar implantado em terrenos junto da empresa Jomar (à margem do IC1), em Leça da Palmeira, e fará parte de um conjunto que inclui um hotel e outro espaço comercial. O acordo entre a autarquia e a Ikea, destinado à construção dos três lotes, deverá ser assinado nas próximas duas semanas. Narciso Miranda, presidente da Câmara de Matosinhos, acredita que as obras avancem ainda este ano. E que no próximo a grande superfície já possa receber clientes.
O entendimento a que se chegou este fim-de-semana é o culminar de muitos meses de negociações. E representa, por outro lado, uma vitória sobre a concorrência de Vigo (Espanha) que tambémprocurou seduzir a empresa sueca. A Ikea preferiu Matosinhos. E, dizem os estudos efectuados, o empreendimento será responsável pela criação de 1500 postos de trabalho (500 dos quais emprego directo). O investimento deverá ter reflexos, ainda, na diminuição da taxa de desemprego concelhia e da Área Metropolitana do Porto.
Narciso Miranda sublinha, de resto, a importância do projecto para potenciar o comércio local (à semelhança do que aconteceu com a Exponor, referiu) e na afirmação do concelho e da região no contexto do Noroeste peninsular. Até porque, segundo os dados dos estudos de mercado efectuados, a Ikea de Matosinhos deverá atrair clientes do Centro e Norte de Portugal e da Galiza.
O autarca está convencido que a grande superfície vai contribuir, também, para a revitalização urbana de uma área "pouco atraente". Além da Ikea, do hotel e do outro espaço comercial (ainda por definir) - da responsabilidade de dois gabinetes de arquitectura e urbanismo (um dinarmarquês, outro português) -, o acordo prevê o arranjo das artérias envolventes. A Ikea de Matosinhos será o segundo espaço da cadeia sueca em Portugal, que já tem um em Lisboa.