Inês Schreck
OMinistério da Saúde insistiu, ontem, que não vai pagar os 1,5 milhões de euros que faltam para custear a construção do bairro de Parceria e Antunes. Isto, apesar de existir um protocolo assinado pelo anterior ministro da tutela que se compromete a financiar a obra até 2,5 milhões de euros. Rui Rio está convicto que o acordo será respeitado, a bem ou a mal, mas, do lado do Governo, permanece a recusa. Ainda assim, Correia de Campos admite dialogar sobre o Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) com o autarca, que, anteontem, acusou o PS/Porto de ter "enganado" o ministro.
O líder dos socialistas e candidato à autarquia portuense, Francisco Assis, não gostou das "injúrias", considerando-as " delirantes e incompreensíveis"(ler caixa).
Além de ter acusado o PS/Porto, Rui Rio defendeu que a execução do conjunto habitacional foi a forma de compensar a autarquia pelo realojamento de 153 famílias, quando o CMIN estava previsto para os terrenos junto à Maternidade Júlio Dinis. O argumento foi considerado "pouco transparente" pelo porta-voz do ministro da Saúde, em declarações à Lusa.
Recorde-se que, caso tivesse vigorado a primeira localização para a construção do CMIN (nos terrenos do Parceria e Antunes), deveria ter sido cedido à Câmara um terreno em Campanhã. Só que a transferência nunca chegou a ser concretizada. Para comprová-lo, Rui Rio apresentou, anteontem, uma certidão da primeira Conservatória do Registo Predial do Porto, na qual a parcela aparece como património do Estado.