Buracos, remendos, tampas de saneamento desniveladas, bueiros transformados em crateras. E obras. Um cenário permanente de obras itinerantes é certo que vão mudando de sítio, mas a verdade é que nunca deixam a Rua de Costa Cabral, no Porto.
Só aos ziguezagues se evitarão danos de monta nos automóveis de quem é obrigado a circular numa das principais artérias da cidade do Porto. Mas nem assim será possível fugir a todos os buracos. Da Praça do Marquês até à Estrada da Circunvalação, são quase três quilómetros de martírio. Pior o cenário mantém-se após o cruzamento da Areosa, pela Rua de D. Afonso Henriques adiante. Por ali passam, diariamente, milhares de automobilistas. E autocarros com os passageiros sacudidos pela circulação num piso tão irregular e pouco cuidado.
As ruas de Costa Cabral e de D. Afonso Henirques constituem um dos eixos fundamentais da circulação da Área Metropolitana. Moradores da Maia, Gondomar, Valongo e do Porto são obrigados a passar por aquelas artérias, com muitas dores de cabeça à mistura.
À Rua de D. Afonso Henriques, nem o facto de "pertencer" a dois municípios, pelo menos na sua parte mais degradada, permite que a situação melhore. De um lado é Gondomar, do outro é Maia. No meio, para infelicidade dos condutores, não está a virtude, está uma rua com piso deficiente e em que só atenção redobrada permite evita bueiros prontos a engolir as rodas dos veículos.
Dos cerca de 5,5 quilómetros da rua, uma considerável extensão deixa muito a desejar. "Uma vergonha", reclama um comerciante. Desabafo que encontra eco na voz de quem vai ao volante. E que se repete na Rua de Costa Cabral.