Ao fim de seis meses, a Operação "Via Livre", um serviço da STCP e da Câmara do Porto para combater o estacionamento indevido, conseguiu reduzir em 20% o tempo de deslocação dos autocarros. Um "saldo positivo" atingido à custa de 2374 autos aos condutores, 201 bloqueios de rodas e 371 reboques de carros. Os números, apresentados ontem num balanço da iniciativa, deixam clara a falta de civismo de milhares de automobilistas, que insistem em "abandonar" os carros onde calha.
O estacionamento nas paragens de autocarro é a infracção mais registada pelo serviço. De Janeiro a Maio, foram "apanhados" naquela situação 1771 condutores, representando 89,9% do total de transgressões.
Este tipo de infracção, além de obrigar os autocarros a parar em segunda fila, bloqueando o trânsito, levanta outro problema "Vale a pena termos nos autocarros rampas para deficientes quando, em seis meses, registamos 1771 estacionamentos nas paragens?", questionou o presidente do Conselho de Administração da STCP. Perante os factos, Juvenal Peneda aproveitou para lembrar que é "vital os cidadãos perceberem a qualidade que já existe nos serviços públicos e que não é aproveitada".
Apesar de considerar o balanço "claramente positivo", o vice-presidente da Câmara, Paulo Morais, reconhece que o esforço, para já, não é suficiente. "Ainda há muitos a prevaricar", referiu. E, por isso, o serviço vai ser reforçado, em breve, com mais uma equipa. Assim, vão passar a circular nas ruas três Smart, com um motorista da STCP e um fiscal municipal. "Vamos melhorar os recursos para diminuir os números", referiu o autarca.
O balanço da operação permitiu, ainda, detectar os locais problemáticos da cidade. A Rua Adolfo Casais Monteiro, próxima do Museu Soares dos Reis e das obras do túnel de Ceuta, encabeça a lista. Ali foram autuados 166 condutores, rebocados 28 carros e bloqueados outros sete, em seis meses.