A retirada do estaleiro da Normetro da cerca do Hospital de S. João, no Porto, não vai implicar a interrupção dos trabalhos de construção da linha de metro junto à unidade de saúde, assegurou, ao JN, fonte da Empresa do Metro. O mesmo interlocutor admitiu, contudo, que a "expulsão" do estaleiro por parte da administração do hospital deverá afectar a componente de reorganização do espaço interior da unidade, incluída na empreitada a cargo da Metro.
No exterior do hospital, os trabalhos manter-se-ão, a menos que surja uma decisão do tribunal ou do Governo no sentido de interromper a obra, continuou a fonte da Empresa do Metro. Subsiste o objectivo de abrir a Linha Amarela, entre o S. João e Gaia (General Torres) até final de Agosto.
A polémica prossegue, entretanto, bem acesa. Em declarações ao JN, o presidente da Câmara de Matosinhos e administrador da Empresa do Metro, Narciso Miranda, garantiu que se a linha junto ao S. João for enterrada, exigirá que os troços junto ao Hospital de Pedro Hispano e na Senhora da Hora (já a funcionar, em Matosinhos) tenham igual tratamento.
O autarca recordou que, aquando da construção da linha naqueles locais, houve protestos idênticos aos que actualmente se fazem sentir em relação à linha junto do S. João, reclamando o enterramento do metro. "A comunidade defendia o enterramento, mas a Metro decidiu o contrário. E o presidente da Câmara fez o seu dever cívico e convenceu os cidadãos da bondade da solução à superfície, principalmente por razões de custo. Ninguém pense que, agora, vai haver tratamento privilegiado para as reivindicações de outros lados", alertou Narciso Miranda.
"Que nenhum colega autarca, camarada de partido ou adversário leve a mal que eu, enquanto presidente da Câmara de Matosinhos, defenda os interesses do povo da minha terra", acrescentou. H.S.