Otúnel de Ceuta, no Porto, continuou a ser escavado, mesmo depois de ter sido decretado, no ínicio de Maio, o embargo pelo Ministério da Cultura. Fonte governamental garantiu que os trabalhos de escavação, até ao início da Rua de D. Manuel II, estão concluídos. "A empresa que faz a monitorização da obra para o IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) verificou que, quando foi decretado o embargo, o túnel estava 60% escavado. Agora, está 100%", disse.
A própria empresa municipal de Gestão de Obras Públicas (GOP), dona da obra, admitiu, ontem, ao JN, que a escavação prosseguiu, contra o que pretendia o IPPAR. Alega, contudo, razões de segurança para continuar a empreitada.
"O embargo pretendia impedir que se continuasse com a escavar e que tudo ficasse como estava. Mas nós somos responsáveis pela segurança das pessoas e tentámos encontrar a solução mais rápida para tapar a trincheira aberta [no cruzamento de Clemente Menéres com D. Manuel II]", afirmou Pinho da Costa, responsável da GOP.
"Em termos de túnel nada se fez. O que os 50 técnicos ouvidos acharam mais seguro fazer foi escavar o piso até haver condições para se erguerem as paredes que vão suportar a laje de cimento a colocar à superfície, no cruzamento. E só escavámos o piso, não mexemos na largura. Admito que, mesmo assim, fomos contra a decisão do IPPAR", acrescentou.
Instalação de conduta