Oitenta e três pessoas foram desalojadas de casas em ruína nos últimos oito meses, na cidade do Porto. O número faz parte de um balanço efectuado pelo Gabinete de Segurança e Salubridade, apresentado, ontem, na reunião privada da Câmara, pelo vereador do Urbanismo, Paulo Morais.
O departamento, que substituiu a Divisão Municipal de Segurança e Salubridade, entrou em funcionamento em Outubro passado e é composto por quatro equipas de vistorias, que trabalharam 1793 processos.
Até à anteontem, diz o relatório, foram concretizadas 774 vistorias, verificando-se que 22 imóveis ameaçavam ruir, pondo em risco 83 pessoas. O acolhimento foi efectuado pela Segurança Social, desconhecendo-se, no entanto, se entretanto foram encontradas soluções.
O balanço não agradou ao vereador da CDU, Rui Sá, que considerou a informação escassa por "não responder a várias questões, nomeadamente no que diz respeito às pessoas".
O autarca recordou que, em 15 de Março passado, apresentou uma proposta de recomendação na Câmara solicitando dados sobre o número de famílias desalojadas, desde Setembro de 2004, na sequência de despejos coercivos, e datas de desalojamentos. Pretendia, ainda, saber a situação actual do realojamento desses agregados e dos fogos que foram objecto de acções de despejo.