O casal alemão Göre, acompanhado por dois filhos bébes gémeos e dois jovens primos portugueses, era um entre centenas de visitantes que passaram pela 14ª edição da Feira Medieval de Coimbra que ontem se voltou a realizar no Largo da Sé Velha, depois de um ano de interrupção naquele local devido a obras.
De férias em Portugal, sempre que vêm procuram eventos do género. Já conheciam a feira de Penela que se realiza de dois em dois anos e da qual gostam muito. No caso desta dizem "valer o sacrifício de andar com dois pequenos bebés debaixo de um sol tórrido pelo ambiente recriado, costumes, hábitos, o cenário bem enquadrado, se bem que as casas que envolvem o Largo não lhe parecem muitos adequadas, mas estamos no século XXI e não é fácil encontrar cenários onde o enquadramento seja perfeito", referiram ao JN.
A escolha para a compra de produtos da "época" era muita e variada. Com o passar dos anos a organização da Feira - a cargo do Inatel - tem-se tornado cada vez mais selectiva. "Se queremos passar uma imagem fidedigna da história, não podemos deixar que este seja apenas um simples evento, há todo um trabalho prévio de validação histórico-cultural e em cada ano que passa vamo-nos tornando mais exigentes", salientou João Fernandes, do Inatel de Coimbra.
É o caso das associações culturais participantes e dos artesãos. "Muitos andam há anos para cá conseguirem entrar, mas dadas algumas características não nos era possível aceitá-los. Este ano, há seis novas tendas com pessoas que andam pelo menos há quatro anos a tentar participar, mas só agora conseguiram provar que poderiam participar", referiu.
Foi o caso da "rinaldeira" e da vendedora de regueifas, Irene Almeida e Lúcia, respectivamente, dois sucessos na feira, com mais de 200 unidades vendidas cada uma, pese embora os preços pouco medievais da regueifa (10 euros).