Osegundo "round" na tentativa de criação de uma pousada da ENATUR no Palácio do Freixo e nas antigas instalações das Moagens Harmonia, no Porto, está marcado para a reunião de Câmara da próxima terça-feira. A proposta do Grupo Pestana, que previa um investimento de 8,5 milhões de euros, foi chumbada em Fevereiro e ficou a promessa de um regresso.
O documento será submetido, de novo, a votação, com algumas alterações. Fica garantido que o Grupo Pestana custeará a transferência do Museu da Ciência e Indústria para as instalações a indicar pela Câmara, que será a Alfândega. Já a autarquia, compromete-se a desenvolver as diligências necessárias para que o museu mantenha a sua actividade. Interessado em manter o projecto, que criará "50 postos de trabalho directos", o Grupo Pestana suportará, também, a manutenção dos jardins (a tarefa é cumprida actualmente pela autarquia) e assegurará a abertura do palácio e dos espaços verdes à visita do público, sem que perturbe o funcionamento da pousada.
A pensar na preservação da memória industrial da cidade, o protocolo, a celebrar entre a autarquia e a ENATUR, prevê a colocação de maquinaria e de outros objectos evocativos da história da indústria nas áreas de circulação do edifício das Moagens Harmonia (onde ficarão os quartos da pousada). O objectivo é que o edifício não perca a ligação ao passado fabril. Estes compromissos, já anunciados pelo grupo, passaram ao papel. Mas não são as únicas mudanças. A contrapartida financeira para a Câmara sofreu um ligeiro aumento.
O valor de um milhão de euros pela cedência dos dois imóveis, a atribuir ao Município, mantém-se, tal como a renda mensal de cinco mil euros, actualizável anualmente em função da taxa de inflação, durante os primeiros cinco anos. Ao sexto ano, a autarquia passa a receber 2500 euros mensais, mais 2% da facturação da pousada.
Na proposta chumbada em Fevereiro, os valores eram inferiores. Ao sexto ano, a renda seria de 2000 euros, acrescida de 1,5% da facturação. Este ligeiro crescimento visa convencer os vereadores da Oposição a viabilizar a instalação da pousada. A construção do centro de eventos, orçado em 2,5 milhões de euros, continua a depender da transferência do Museu de Imprensa para outro local. O projecto não foi reformulado e o Grupo Pestana mantém a intenção de executá-lo. Então, a autarquia procurará encontrar uma alternativa para instalar o museu, que será negociada.