Aúnica mulher que se candidata à chefia da Câmara de Lisboa garantiu, ontem, que não se coligará com a lista do independente, apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues. "Não estou aqui para coligar-me, mas para ganhar", disse. E afirmou que, como presidente ou vereadora, não irá "remendar os erros dos outros", como "os imbróglios" do Parque Mayer e da Feira Popular, mas tentar resolver os problemas dos lisboetas.
Na apresentação oficial da sua candidatura, num hotel da cidade, a candidata do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, anunciou que o deputado Miguel Anacoreta Correia será o número dois da sua equipa, que deverá ser conhecida, com o programa da candidatura, já no próximo mês.
A candidata adiantou ainda que convidará independentes para a lista, uma vez que teve "carta branca" do partido para o fazer, mas não revelou se o vereador independente António Carlos Monteiro, que estava a seu lado na mesa, será um deles.
O programa será "conciso" porque, disse, "é preciso saber muito para escrever pouco" e não terá soluções milagrosas para "os imbróglios" que as anteriores gestões camarárias criaram. Por isso, apenas disse que, em relação ao projecto do arquitecto Frank Gehry para o Parque Mayer, não gosta "de factos consumados", além de ser preciso avaliar os custos que implica, uma vez que a situação financeira da Câmara "não estará bem".
Os agradecimentos foram dados à família, à Distrital lisboeta e ao líder do partido, José Ribeiro e Castro, que destacou a capacidade de acção da ex-provedora da Santa Casa e lançou uma picardia ao candidato do PS, Manuel Maria Carrilho, quando disse ser fácil ter ideias. "Difícil é fazer... fazer obra".