APorto Vivo/Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) quer ver em obras, ainda este ano, os 86 imóveis, 35 dos quais ocupados, da Praça Carlos Alberto. O difícil é apontar datas concretas para essa primeira intervenção-piloto na Baixa portuense. Para além de ter de cumprir, por exigências legais, uma teia burocrática morosa, a sociedade depende da vontade dos proprietários ou aderem à reaqualificação, fazendo obras, ou ter-se-á de recorrer a expropriações.
Cerca de mês e meio depois da tomada de posse, Arlindo Cunha e Joaquim Branco, respectivamente presidentes do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da SRU, apresentaram, ontem, em conferência de Imprensa, os passos que a reabilitação dará nos próximos meses.
Sem esconder que há obstáculos, nomeadamente devido à falta da nova lei das rendas e da aprovação do programa Reabilita, ambos revelaram, no entanto, algum optimismo quanto ao avanço no terreno de algumas acções.
Entre elas, está a recuperação de edifícios próprios ou de outros, devolutos, que a SRU venha a possuir, na chamada Zona de Intervenção Prioritária, onde se inclui o quarteirão da Carlos Alberto. Na Viela do Anjo e nas ruas da Bainharia e de Mouzinho da Silveira, a SRU é proprietária de sete edifícios( e a Câmara do Porto de três), já recuperados, mas entaipados e sem utilização.
Aliás, é na Rua Mouzinho da Silveira que se localiza a sede da Porto Vivo, num prédio reabilitado, sem portas abertas ao público porque ainda em momento de instalação.