Inês Schreck
Aantiga ambição da Universidade do Porto (UP) mudar alguns serviços da Reitoria para a Faculdade de Ciências (na Praça Gomes Teixeira) e instalar o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (IBCAS) no edifício da Reitoria está a ganhar consistência. A hipótese foi avançada, ontem à tarde, na reunião do Conselho Consultivo da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), pelo reitor da UP, Novais Barbosa, que manifestou ainda vontade em criar um museu da Medicina no ICBAS. Ideias bem acolhidas pelos restantes "conselheiros" que, durante a manhã, visitaram as zonas de intervenção prioritária do centro da cidade.
Durante o "passeio" de trabalho, que o JN acompanhou, os membros do Conselho Consultivo, que têm por missão elaborar, até Junho, um plano estratégico para dar nova vida ao centro da cidade, visitaram áreas degradadas da Invicta, a necessitar de intervenções urgentes. E deram conta de alguns projectos, em fase de estudo, que poderão trazer novo impulso a artérias nobres que sofrem com a desertificação.
Um deles é a transformação do edifício ocupado pelos armazéns Marques Soares, no quarteirão delimitado pelas ruas Cândido dos Reis e Galerias de Paris, numa espécie de "El Corte Inglés" daqueles armazéns. De acordo com Rui Quelhas, do Conselho Executivo da Porto Vivo, "o projecto está a ser acarinhado pela autarquia".
Já nas traseiras da Praça Carlos Alberto, os representantes da SRU asseguraram que vão dar "especial atenção" à recuperação do Largo Moinho do Vento. Ali, a degradação dos edifícios motivou exclamações de desagrado. De olho num palacete com uma bonita fachada, que passa despercebida pelo mau estado de conservação, o advogado Miguel Veiga repetia "Isto é único, há que recuperar".