Com um cartaz praticamente definido nas áreas de música clássica e jazz, mas ainda sem novidades palpáveis nos géneros rock, pop e electrónica, a Casa da Música, do Porto, já definiu a programação para o ano em curso.
Por entre a centena de concertos já confirmados, avultam as actuações de Joshua Redman, Don Byron, Michael Nyman, Nancy Sinatra, Angela Hewitt, Grigori Sokolov e Elisabete Matos. Em destaque estará ainda um ciclo integral dedicado ao compositor Luís de Freitas Branco, por ocasião do 50.º aniversário da sua morte, ou os festivais "À volta do barroco", "Casa do Mundo - Na rota das especiarias" e "Músicas modernas".
Tudo somado, o presidente do Conselho de Administração, Couto dos Santos, crê ter sido alcançada uma "boa programação". Mas reconhece as limitações "Não tivemos tempo para fazer uma programação mais pensada, mas estão criadas as condições para que a Casa da Música se venha a tornar num projecto de referência".
Mais elogioso, o director artístico, Anthony Withworth-Jones, afirmou que "esta programação deixaria qualquer cidade orgulhosa, de Londres a Nova Iorque". A alicerçar o optimismo do responsável britânico encontra-se a actuação, já assegurada, de nomes de topo da música contemporânea nas mais diversas áreas. "Não serão estrelas, mas essas também já não actuam", acrescentou.
Orçado em pouco mais de seis milhões de euros, o programa completo para o ano em curso procurou obedecer, de acordo com Withworth-Jones, a três linhas-mestras "Qualidade, diversidade e novidade. Nada nos impede de vir a incluir projectos para as massas, porque popularidade e qualidade não têm que ser incompatíveis".