Inês Schreck
Em Julho de 2003, a Associação Comercial do Porto (ACP) enviou à Câmara uma proposta para exploração do Palácio do Freixo. O projecto previa a transformação do edifício num "pólo de dinamização turística e cultural, tal como o Palácio da Bolsa", mas não convenceu Rui Rio.
O presidente da Câmara preferiu optar pela proposta da ENATUR para instalação de uma Pousada de Portugal na antiga fábrica das moagens Harmonia e no Palácio do Freixo. Contudo, a ideia acabou por ser chumbada, no início da semana, pela Oposição.
Confrontado com um comunicado da ACP, enviado à Comunicação Social, alegando que a proposta da instituição "foi pura e simplesmente ignorada", Rui Rio esclareceu, através do gabinete de comunicação da Câmara, que o projecto da ACP, tal como outros, não satisfazia na plenitude. Isto é, não engloba os dois edifícios (apenas o Palácio do Freixo), tinha um retorno mais baixo para a autarquia do que o da ENATUR e, do ponto de vista legal, a exploração comercial, proposta pela associação, obrigaria a abrir um concurso público.
A ACP garantia, com o seu projecto, "devolver o espaço à cidade, uma vez que poderia ser fruído democraticamente pela população", uma das razões dadas pela Oposição para chumbar a Pousada. Mas não terá sido suficiente para Rui Rio, que assegura ter escolhido "a melhor proposta para a cidade e não para interesses particulares".