Couto dos Santos não quer inaugurar a Casa da Música (CM), prevista para 14 de Abril. O presidente do conselho de administração (CA) da CM pretende deixar a estrutura pronta e em condições para ser aberta ao público pelos órgãos sociais da recém-criada Fundação, liderada por José António Barros.
"Não tenho como objectivo abrir a CM. E tudo farei para concluir o projecto mais cedo e não ser eu a abri-la. Devem ser os novos órgãos sociais da Fundação a inaugurar a CM. Se não conseguir isso, então falhei", afirma ao JN Couto dos Santos.
O também presidente da Comissão Executiva da Associação Empresarial de Portugal definiu o seu mandato de sete meses em nove pontos. Sete, adianta, já estão cumpridos e prendem-se com questões de funcionamento orgânico, programação e financiamento. Falta, então, "concluir as obras para abrir a 14 de Abril" - o que "vai ser cumprido sem derrapagens orçamentais", garante - e "enconcar uma solução credível para o Estúdio de Ópera" (ver outro texto).
No que concerne ao organograma da CM, foi criada uma direcção de educação e de investigação, que deixou de integrar a direcção artística para depender directamente do presidente do CA. Esta direcção é liderada por Maria João Rodrigues, doutorada em música e professora em Oxford, e terá, também, responsabilidades de edição. Couto dos Santos adianta que aquela direcção está a "negociar uma colaboração com a Universidade de Oxford e a Gulbenkian ao nível da investigação na área musical".
Do ponto de vista financeiro, o responsável acredita que se "começa a ter um quadro de estabilidade de financiamento para as actividades da CM". O JN sabe que, para além dos patrocínios da ordem dos 400 mil euros da Unicer e do BPI para a abertura da CM, há já outras empresas interessadas em serem fundadoras e mecenas.