A Câmara do Porto pretende reabrir, no início de Março, as portas do edifício-escultura da Casa dos 24, projectado pelo arquitecto Fernando Távora, como "um local de visita e contemplação da cidade".
Construída a partir das ruínas do que se supõe ter sido a primeira sede do município do Porto, a poucos metros da catedral, a denominada Casa dos 24, cuja reconstrução foi concluída em 2002, continua devoluta e sem uso definido.
Em declarações à Lusa, o vereador responsável pelo Turismo, Fernando Albuquerque, reconheceu ser "difícil encontrar uma solução para o edifício, para além do memorial que já é".
"Pretendemos encontrar a melhor solução ligada à história da cidade", disse Fernando Albuquerque, que, entre outras propostas, pondera a hipótese de ali construir uma loja de venda de produtos e informação sobre as seis cidades históricas do Eixo Atlântico classificadas como Património da Humanidade. Esse projecto deverá, assim, substituir a ideia inicial de transformar o espaço num centro de documentação das seis cidades históricas - Porto, Guimarães, Évora, Santiago de Compostela, Angra do Heroísmo e Lugo.
"Ainda nada está decidido", reconheceu o autarca, acrescentando que, no imediato, pretende-se que a Casa dos 24 seja "mais um local onde o turista possa aprender alguma coisa sobre o Porto". Poderá, nomeadamente, funcionar como "ponto de partida para as visitas educacionais da cidade do Porto", frisou.