Oestudo de impacto ambiental da linha de metro da Boavista estará pronto no próximo mês. Afinal, a Empresa do Metro avançou mesmo com a realização do estudo (a cargo da Jacob Gibbs), embora tenha pedido ao Governo dispensa daquela avaliação. "Para prevenir a hipótese de não termos razão", justificou o presidente da Comissão Executiva da Empresa do Metro, Oliveira Marques. "Mesmo que não seja obrigatório, é sempre útil", acrescentou.
A polémica em torno da Linha Laranja dominou o balanço sobre o andamento do metro realizado, ontem, por Oliveira Marques. O responsável zurziu nos críticos que se têm oposto à implantação do metro na Avenida da Boavista (ver caixilho).
Uma linha que, diz o estudo de procura efectuado (e ontem divulgado), terá 23400 validações por dia. Qualquer coisa como 6,8 milhões por ano, registando-se maior afluência de passageiros nas estações mais próximas da rotunda.
Oliveira Marques procurava desmistificar a ideia de que a linha não terá procura. E assegurou que a decisão sobre o projecto não foi apressada, nem obedece a qualquer calendário político. Lembrou, a propósito, que o projecto tem sido trabalhado, no Conselho de Administração, desde Julho de 2002. E que continua a ser uma das prioridades da empresa. Mas atrás de outras prioridades, salvaguardou. Completar a primeira fase da rede, obter aprovação para a duplicação da linha da Trofa a partir do ISMAI, construir a linha de Gondomar e avançar com os projectos da segunda fase estão na linha da frente. Por esta ordem, garantiu Oliveira Marques.
A linha da Boavista permitirá, no entanto, resolver o estrangulamento da operação que se fará sentir na Senhora da Hora (Matosinhos) e lançar a base da futura linha Nascente/Poente, aproveitando o canal e a concessão do eléctrico da Avenida da Boavista, actualmente ao abandono. A empreitada permitirá, em paralelo, promover a requalificação daquela artéria nobre da cidade.