A Empresa do Metro entregou ao tribunal, no início desta semana, a resposta à providência cautelar interposta pela Faculdade de Medicina do Porto, que contesta a empreitada em curso em terrenos do Hospital de S. João, no Porto, onde também está instalada a instituição. Uma polémica que poderá provocar constrangimentos no prazo de execução da empreitada da Linha Amarela (que se estende até Gaia).
Oliveira Marques, presidente da Comissão Executiva da Empresa do Metro, admite que uma decisão do tribunal favorável à Faculdade de Medicina poderá ter repercussões no calendário da empreitada. Mas não entrou em pormenores.
O responsável preferiu, também, não avançar com detalhes sobre a resposta da empresa à providência cautelar apresentada pelo estabelecimento de ensino superior. "Nem a li", referiu o presidente da Comissão Executiva da Metro, admitindo, porém, que a argumentação passará pelo facto do projecto já estar acordado com o Hospital de S. João e com a Universidade do Porto, na qual se integra a Faculdade de Medicina.
Na providência cautelar entregue no Tribunal Administrativo do Porto, a Faculdade critica a ocupação de terrenos do hospital, pondo em causa, também, o projecto previsto para junto da entrada principal da unidade de saúde.
Oliveira Marques lamentou que só agora, quando a empreitada chega ao terreno, se levantem objecções. Mas prefere esperar pela decisão do tribunal. "Logo veremos", referiu.