É"magnífico", mas, também, "não há alternativa". Passa por "fundamental", contudo, necessita de "alguma complementaridade". É a dualidade de perspectiva de quem faz do Coliseu do Porto base regular da organização de espectáculos.
"Madrid e Barcelona, por exemplo, não têm um espaço como o Coliseu. É a sala mais importante do Norte e uma das incontornáveis do país", enfatiza Álvaro Covões, da produtora Música no Coração. "Não é só o aspecto da tradição, tem igualmente a ver com a estrutura. Magnífica, imponente, grandiosa... Por outro lado, para um artista, não deve ser fácil ver aquela gente toda ali à frente", acrescenta.
A crítica assoma sob contornos extrínsecos à sala "A zona onde o Coliseu está implantado devia ser mais bem dotada em termos de estacionamento".
"Poderia ser mais bem iluminada e ter mais animação à entrada do edifício", observa Inha, da produtora Remédio Santo. Todavia, não demoram as loas ao vetusto espaço. "É uma sala óptima, fundamental, até porque é a única do Porto com esta capacidade".
A questão da inexistência de alternativas também não passa despercebida a Paulo Dias, da UAU. "Com esta lotação e capacidades técnicas, só o Coliseu". Complementarmente, funciona como "mais-valia a tradição e o público próprio que cativou ao longo dos anos". O produtor destaca de igual modo a componente humana "A actual equipa suplantou as falhas de anteriores".