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Um buraco de que ninguém gosta

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Pelo menos uma coisa o episódio do túnel de Ceuta nos pode ensinar sobre a política e os políticos que tanto se pode defender uma coisa como o seu contrário. O que não é necessariamente negativo, embora alguns, convenhamos, consigam fazer a transição melhor do que outros. Senão vejamos: Rui Rio continua, quase quatro anos depois de ter sido eleito, a denunciar os inúmeros buracos (neste caso, literalmente) que a gestão socialista lhe deixou. E um desses buracos, como admite abertamente, é o do túnel de Ceuta. "Nunca o teria feito", afirmou. Só que o buraco já lá estava e, pragmaticamente, havia que o acabar. Era isso ou devolver um camião de euros a Bruxelas. No intervalo, aproveitou para o melhorar, acrescentando-lhe a segunda saída, a tal que fará tremer de medo os quadros pendurados nas paredes do Museu Soares dos Reis. E temos, portanto, o mesmo homem que vociferou contra o buraco transformado, agora, no seu maior defensor.

Percurso contrário fez Nuno Cardoso. Foi durante a sua gestão que o buraco se começou a abrir. E o então autarca garantia ser obra revolucionária para a melhoria da mobilidade na Baixa do Porto. O buraco atravessou alguns percalços e passou para a alçada do sucessor. E finalmente para a alçada do IPPAR. Conclui o agora presidente da concelhia socialista que o túnel está a ser feito "à revelia das leis e dos pareceres necessários". E temos, portanto, o mesmo homem que lançou o buraco transformado, agora, no seu maior detractor (logo a seguir aos técnicos do IPPAR, claro está).

Também a este nível é possível aprender algumas coisas. Desde logo que o Museu Soares dos Reis será intransigentemente defendido pelos técnicos do IPPAR. E que estes, no conceito de museu integram, com uma visão irrepreensivelmente contemporânea, não apenas as vetustas paredes do Palácio dos Carrancas, mas tudo o que está lá dentro e até o que está cá fora. Recorde-se que o argumentário inclui o perigoso nível de vibrações que o tráfego automóvel poderia gerar, afectando as obras de arte expostas no museu. Há, portanto, que banir os automóveis. No entanto, notam logo em seguida, a saída do túnel na Rua D. Manuel II implicará a eliminação de lugares de estacionamento. E o que seria do museu sem automóveis? Há, portanto, que manter os automóveis.

A única nódoa que mancha este indestrutível raciocínio é o Hospital de Santo António, também ele um edifício classificado. Sendo verdade, por outro lado, que para um doente a tremelicar na cama de uma enfermaria, mais ou menos vibração não fará diferença. Para já não falar do facto de que quem está doente o melhor que tem a fazer é deixar o carro em casa e optar pela ambulância, que não precisa de lugar de estacionamento.

 
 










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