Inês Schreck
Opresidente do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), João Rodeia, apresentou, anteontem à noite, uma solução para a saída do túnel de Ceuta, no Porto, que coincide, "no conceito", com a proposta feita inicialmente pela Câmara. Ou seja prevê a boca do túnel no eixo da Rua D. Manuel II, junto ao Museu Soares dos Reis. A mesma ideia que tinha recebido um parecer negativo do Instituto, devido à sua proximidade com o Palácio dos Carrancas. A Câmara estranhou a sugestão de João Rodeia e, ontem, em conferência de Imprensa, acusou o IPPAR de "não estar a ter uma postura correcta" no processo.
"O IPPAR não aceitou a proposta e pediu-nos um esforço para afastar os muros de protecção do túnel do museu", explicou Pinho da Costa, membro do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Gestão de Obras Públicas (GOP).
Face ao pedido, a Câmara apresentou, em Janeiro, uma nova solução que faz recuar o túnel, permitindo que os muros distem da fachada do museu 25 metros. A proposta também não foi aceite pelo IPPAR, que ameaça, agora, com um embargo caso as obras continuem.
Refira-se que, no início da semana, o Instituto enviou um aviso prévio à Câmara, solicitando a interrupção voluntária da empreitada. A resposta que decidirá ou não se o embargo vai para a frente estava, ainda ontem, a ser redigida pelo presidente da autarquia, Rui Rio.