ASociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) está a apurar o valor do investimento feito, em 2001, para colocar os trilhos do eléctrico ou metro no viaduto sobre o Parque da Cidade, que, agora, estão a ser retirados. Depois de efectuados os cálculos, a empresa vai apresentar as contas à Câmara ou à Metro do Porto, para ser reembolsada.
Ainda não se sabe quem terá de pagar a compensação à STCP porque, embora o levantamento dos carris (que faz parte da obra de requalificação da Avenida da Boavista) esteja a ser feito pela Empresa Municipal de Gestão de Obras Públicas (GOP), no caso da Linha da Boavista ser aprovada pelo Governo, a responsabilidade e financiamento da empreitada passa para a Empresa do Metro.
No entanto, o JN apurou junto da STCP que o reembolso é ponto assente. "É óbvio que alguém terá de pagar esse custo", afirmou fonte da empresa. Por enquanto, estão a ser realizadas as contas para se chegar ao valor de quanto custaram os trilhos. A discriminação dos cálculos poderá demorar alguns dias, já que a obra do viaduto, feita em parceria com a Porto 2001/Casa da Música, envolve mais duas empreitadas a rotunda do Castelo do Queijo e a Praça Cidade S. Salvador.
Embora a STCP não adiante para já quanto investiu no viaduto, o valor pode, segundo o engenheiro que projectou a estrutura, João Pires da Fonseca, ascender a 500 mil euros. Conforme afirmou, anteontem, ao JN, o autor do projecto, que veio a ser premiado com o galardão Secil, a adaptação do viaduto ao metro, paga pela STCP, inclui também alterações ao projecto, nomeadamente o alargamento das curvas para permitir maior velocidade de circulação ao transporte.
Recorde-se que as modificações efectuadas para adaptação do viaduto ao metro foram, na altura, pedidas pela STCP que era presidida por Oliveira Marques, actual presidente da Comissão Executiva da Metro do Porto.