Alocalização de alguns herdeiros deverá ser o principal obstáculo à rapidez do processo de reabilitação do quarteirão da Praça de Carlos Alberto, no Porto. Em vésperas de terminar o prazo para recepção de propostas de alteração ao plano, o presidente da Comissão Executiva da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana, Joaquim Branco, faz um balanço positivo da receptividade dos proprietários, mas admite que o calendário se prolongue mais do que seria desejável, para que possam ser cumpridos todos os trâmites legais.
Até depois de amanhã, os proprietários dos edifícios do quarteirão da Praça de Carlos Alberto delimitado pelas ruas das Oliveiras, de Sá Noronha e do Actor João Guedes, poderão propor alterações ao projecto apresentado pela Porto Vivo para reabilitar a zona. "Até agora, não houve nenhuma proposta significativa", diz Joaquim Branco, admitindo que estas possam ainda chegar na segunda-feira.
O presidente da Porto Vivo antecipa alguns escolhos que será necessário ultrapassar, os mais significativos dos quais dizem respeito aos casos em que a propriedade dos edifícios está dividida por vários herdeiros. "Será necessário conciliar interesses divergentes e, para além disso, teremos que localizar pessoas que nem os próprios familiares sabem onde estão", diz Joaquim Branco, lembrando que estas iniciativas vão obrigar a cumprir prazos legais que terão reflexos no andamento do processo e, em última instância, na conclusão das próprias obras.
Apesar destes problemas, já esperados, Joaquim Branco diz que a Porto Vivo está "muito confiante" no sucesso e no andamento da reabilitação do quarteirão de Carlos Alberto. "Queremos é que a obra se faça com rapidez", resume o responsável da empresa.
A mesma "rapidez" é defendida por António Sousa, co-proprietário do edifício do antigo Café Luso, em torno do qual se desenrola a fase prioritária da reabilitação, e que diz ter "todo o interesse em dignificar o edifício e a praça".