Não há ainda solução para o longo impasse do túnel de Ceuta. O presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), João Belo Rodeia, voltou, ontem à tarde, a negar a existência de um acordo com a Câmara Municipal do Porto sobre o prolongamento do túnel .
Contactado pelo JN, o arquitecto garantiu que não há, para já, uma solução consensual e que estão várias hipóteses em cima da mesa das negociações entre as duas entidades, reservando mais informações para a próxima semana.
Anteontem, a autarquia portuense emitiu um comunicado sobre o túnel de Ceuta, em que deixa a suspeita de que as notícias, veiculadas pela Comunicação Social sobre a existência de um acordo de colocação da saída do túnel após o edifício do Museu de Soares dos Reis a poucos passos do cruzamento entre as ruas de D. Manuel II e de Adolfo Casais Monteiro, têm origem no IPPAR. João Belo Rodeia recusa a suspeição.
"Não é verdade. As informações não foram dadas pela direcção nacional nem pela direcção regional do IPPAR. Temos tentado agir com a máxima prudência e discrição e resguardar o instituto", sustenta o arquitecto, assinalando que, de momento, não pode divulgar as possibilidades de extensão do túnel que estão em análise.
Após a divulgação do comunicado, a Câmara do Porto volta a estar em silêncio, insistindo apenas de que a única preocupação é concluir rapidamente as obras em curso do túnel de Ceuta, apesar do IPPAR ter solicitado, por duas vezes, a interrupção da intervenção.