Aempresa municipal de Gestão de Obras Públicas (GOP) da Câmara do Porto está a estudar a colocação da saída do túnel de Ceuta junto da Rua de Adolfo Casais Monteiro, depois da entrada do Museu de Soares dos Reis. Vitorino Ferreira, presidente do Conselho de Administração da GOP, referiu, ao JN, que o projecto está em estudo de acordo com as instruções do próprio presidente da Câmara, Rui Rio. É preciso ver se tecnicamente a solução é viável e quais as suas implicações em termos financeiros e de prazos.
O projecto parece ser, no entanto, o que tem mais hipóteses de reunir o consenso entre todas as partes envolvidas, após o chumbo do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) à saída da passagem subterrânea a 25 metros do edifício do Museu Soares dos Reis. Ainda assim, fonte oficial do Ministério da Cultura referiu, ao JN, que ainda não há qualquer data estabelecida para uma decisão final da ministra, Isabel Pires de Lima, acerca da matéria.
As negociações continuam e, ontem mesmo, a governante teve um encontro informal, ao almoço, com Rui Rio. Segundo apurámos, uma conversa em que não participou qualquer dirigente do IPPAR. A ministra parece, assim, ter assumido pessoalmente a tarefa de encontrar uma solução para o imbróglio.
O autarca deverá ter tentado sensibilizar Isabel Pires de Lima para a necessidade de se chegar ao consenso no mais curto espaço de tempo possível. As obras do túnel na Rua de Manuel II estão paradas desde 24 de Março, de acordo com o pedido da própria ministra, e os custos que essa paralisação acarretam para a Câmara do Porto avolumam-se.
Vitorino Ferreira assegura que cada dia sem obras custa cerca de 20 mil euros aos cofres municipais. Como a empreitada na Rua de D. Manuel II está parada há dez dias, a factura já atingiu os 200 mil euros. E com tendência para aumentar, já que o Ministério da Cultura não aponta uma data para que haja uma decisão final. Admite, apenas, que ainda há alternativas em discussão.