A direcção do Colégio Luso Internacional do Porto (CLIP) exigiu, ontem, da Câmara uma "alternativa viável" para o acesso à instituição, que diz ter sido "completamente negligenciado" na sequência das obras para o Grande Prémio de Fórmula 1, que mudaram a face à Avenida da Boavista.
À Lusa, o director administrativo e financeiro do CLIP, Francisco Marques, criticou a ausência de qualquer aviso prévio por parte da Câmara do Porto quanto ao condicionamento de trânsito que desde anteontem tem dificultado bastante o acesso ao colégio.
"Comunicaram-nos por carta na sexta-feira que, nesse mesmo dia, iam iniciar o corte da Rua da Vilarinha, que é o único acesso ao CLIP, não nos dando sequer tempo para avisar os pais", disse.
Anteontem de manhã, dia de reinício das aulas após as férias da Páscoa, a redução para metade da via da rua da Vilarinha e a apresentação como única alternativa de um "caminho de cabras, completamente esburacado e em que não se cruzam dois carros", gerou o "caos total" na chegada ao CLIP.
"Os pais estão indignados e de cabeça perdida, porque esta não é a forma de se resolver o assunto", sustentou, salientando que o colégio tem 600 alunos, mais de 100 colaboradores e muitos outros estudantes externos que frequentam actividades extra-curriculares.