Margarida Fonsecae Reis Pinto
ACâmara do Porto poderá vir a selar as lojas dos comerciantes do mercado do Bolhão que não abandonem a ala sul do espaço, considerada em perigo iminente pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O argumento prende-se com a segurança dos 117 lojistas e dos clientes . Os comerciantes, porém, garantem que apenas abandonam a ala sul com uma garantia por escrito da autarquia de que vão regressar aos seus lugares.
Parecem restar, assim, as três alternativas apontadas, na passada segunda-feira, pelo vice-presidente Paulo Morais e confirmada, no dia seguinte, por Rui Rio a reinstalação em lugares vagos da ala norte ou mudanças para os mercados do Bom Sucesso, na Boavista, ou dos Anjos, na Praça de Lisboa.
"Ninguém assinou as notificações [apresentadas por elementos da Polícia Municipal]. Queremos garantias de que vamos continuar no Bolhão, mas também queremos obras. Há muito que lutamos por elas", disse, ontem, o presidente da Associação de Comerciantes do Mercado do Bolhão, Alcino Sousa.
"A Câmara ofereceu pessoal para ajudar a mudar as coisas. Que nem será difícil, pois nós queremos ir para a ala norte do mercado. Mas sem garantias é que não . É daqui que tiramos o sustento e não abandonamos as lojas sem garantias", argumentou Ana Maria Ferreira, vendedora de peixe, acrescentando que "não há medo" e que "as freguesas continuam" a ir ao mercado.