O relatório do Laboratório de Polícia Científica (LPC) da Polícia Judiciária sobre as causas da explosão que ocorreu há exactamente um mês na Rua de Santa Catarina, no Porto, só deverá ser apresentado em Outubro.
Fonte da PJ assegurou ao JN que o processo, por não implicar réus presos nem conter indícios de mão criminosa, não é considerado urgente, devendo ser entregue, apenas, depois das férias judiciais. O LPC argumentou que tem uma enorme lista de espera e que, neste momento, tem que dar prioridade a outros casos.
Só depois da apresentação do relatório a PJ poderá concluir o inquérito e imputar, ou não, responsabilidades ao proprietário da mercearia onde explodiram 22 garrafas de gás. O indivíduo já foi, no entanto, constituído arguido por suspeita de negligência.
Enquanto não forem, definitivamente, apuradas as causas do incidente, os moradores - alguns dos quais ainda permanecem realojados na Pensão Santa Clara (ler caixa)-, continuam a não saber o que lhes poderá acontecer.
Luís Caldas, responsável pela Divisão de Segurança e Salubridade da Câmara Municipal do Porto, reconhece que todos os dias recebe telefonemas de pessoas inconformados com a falta de informação relativamente ao financiamento dos seus prejuízos e ao futuro das suas casas. Mas assegura que "um único prédio deverá ser demolido pelo proprietário nos próximos tempos. É o 960, onde estava o talho. Por questões de segurança, não há qualquer possibilidade de ser reconstruído", esclarece.