Metade da água comprada pelos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento do Porto (SMAS) perde-se ou não é facturada. Ainda assim, os SMAS conseguiram reduzir as perdas de água no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2004. A diminuição é de mais de 665 mil metros cúbicos, o que corresponde a 6,1%.
Em momento de balanço, o presidente do Conselho de Administração dos SMAS, Rui Sá, assinala a redução da água adquirida e o aumento das receitas, que ascenderam a 18,1 milhões de euros (um crescimento de cerca de 9,5%, em relação ao primeiro semestre de 2004).
A situação deve-se, sobretudo, à identificação dos clientes que, apesar de ligados ao saneamento, não pagavam a tarifa, e à substituição dos velhos contadores, que, por serem demasiado antigos, não registavam toda a água consumida. Logo, parte da água não era facturada.
"Também estamos a comprar menos água, mas estamos a vender mais água. Isso só é possível, porque as perdas de água são menores. Embora continuemos a ter perdas de água significativas no Porto", explicou o presidente dos SMAS.
Os serviços têm investido na substituição de velhas condutas de abastecimento de água. Até ao final do ano, serão instalados cerca de 20 quilómetros de novas condutas. Quanto ao saneamento, a cobertura da cidade é de 91%. O Porto tem 486 quilómetros de rede. O concurso para a exploração da ETAR de Sobreiras já foi lançado e existem três consórcios interessados. A adjudicação terá lugar no final de Setembro. Carla Sofia Luz